"Zélia censurava seus gritos com a mão ensanguentada
sobre a boca. Tinha dado fim à galinácea ave, entre as chamas bruxuleantes de
rubras velas e as oferendas. Magia amatória. O feitiço fora lançado?
Certamente. Ela podia sentir isso com sentia o frio tomar-lhe a pele dos braços
expostos.
Ela tinha pavor daquelas histórias que ouvira por
toda a vida sobre feitiçarias, pactos, acordos sombrios com entidades místicas,
pérfidas e malignas. E agora aquilo!?
Como poderia resistir, afinal? Sacrifícios em nome
do amor, ela repetia para si mesma em pensamentos, enquanto a faca pingava na
terra negra o sangue escuro.
Estática, ela sentia certo pavor lhe dominando o
juízo na medida em que provava o sangue quente e salgado respingado na face que
lhe invadia pelos lábios carnudos a boca entreaberta. Ah, se não fosse por
Vicente não estaria ali...".

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