domingo, 16 de março de 2014

Noite


“Ninguém abra a sua porta
para ver que aconteceu:
saímos de braço dado,
a noite escura mais eu.”

Cecília Meireles

  Ando cansado. Confesso. Canso-me com facilidade das pessoas. Ah, e como é triste isso. Mas elas também me fascinam; isso é bem verdade. Não há respostas nesse texto porque não busco nada, é apenas uma confissão.
 A solidão por vezes é a melhor cúmplice, senta-se calada e me faz companhia. Muda e nua. Por que há dias que só quero pensar, olhar o céu, contar estrelas, dançar sozinho na escuridão. E hoje em dia, que é tão difícil a fidelidade, a fraternidade... é maravilhoso o privado, o secreto. Amo os segredos. E como é doce descobrir-se, mesmo que aos poucos, no conta-gotas! A solidão me propicia o tal valor da descoberta. Reflito com o reflexo da minha própria imagem. Valorizo cada vez mais esses instantes de pura novidade. Oh, e nessas noites faço como nos versos da poetiza. Tal qual escrito. A noite escura mais eu.

7 comentários:

  1. se conhecer abre caminhos para um novo mundo

    http://blogstyledrops.blogspot.com.br/

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  2. É na solidão que descobrimos mais acerca de nós do que no contacto com os outros., quando os outros não nos distraem com as suas identidades e podemos pensar sobre nós próprios. E na noite existe o silêncio que nos permite verificar sermos a nossa melhor companhia, sem constrangimentos, e verdadeiros connosco.
    Também nos cansamos dos outros porque andamos por vezes cansados de nós mesmos.
    A solidão é boa companheira, e pelo menos nunca nos trai.
    Belo texto, num certo tom confessional...:-)
    xx

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    1. Você, como sempre, certíssima.
      Obrigado pelo carinho de sempre Laura.
      Beijos!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Isso é um estado de solitude. A solidão amiga, quando nos bastamos, somos a melhor companhia, nos amamos. Interessante, coincidentemente, postei um texto parecido essa semana.

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    1. Sim, eu também entendo dessa forma, como no texto, nos bastamos, nos amamos e estamos bem, sem aquela ideia de tristeza e dor, de forma alguma, na solidão também crescemos. Interessante, o lerei.

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