“Ninguém
abra a sua porta
para ver que aconteceu:
saímos de braço dado,
a noite escura mais eu.”
para ver que aconteceu:
saímos de braço dado,
a noite escura mais eu.”
Cecília
Meireles
Ando cansado. Confesso. Canso-me com
facilidade das pessoas. Ah, e como é triste isso. Mas elas também me fascinam;
isso é bem verdade. Não há respostas nesse texto porque não busco nada, é apenas uma confissão.
A solidão por vezes é a melhor cúmplice, senta-se calada e me faz companhia.
Muda e nua. Por que há dias que só quero pensar, olhar o céu, contar estrelas, dançar
sozinho na escuridão. E hoje em dia, que é tão difícil a fidelidade, a
fraternidade... é maravilhoso o privado, o secreto. Amo os segredos. E como é doce descobrir-se, mesmo que aos poucos, no conta-gotas! A solidão me propicia o tal valor da descoberta. Reflito com o reflexo da minha própria imagem. Valorizo cada vez mais esses instantes de pura novidade. Oh, e nessas noites faço
como nos versos da poetiza. Tal qual escrito. A noite escura mais eu.

se conhecer abre caminhos para um novo mundo
ResponderExcluirhttp://blogstyledrops.blogspot.com.br/
Exatamente Brenda, um novo mundo...
ExcluirÉ na solidão que descobrimos mais acerca de nós do que no contacto com os outros., quando os outros não nos distraem com as suas identidades e podemos pensar sobre nós próprios. E na noite existe o silêncio que nos permite verificar sermos a nossa melhor companhia, sem constrangimentos, e verdadeiros connosco.
ResponderExcluirTambém nos cansamos dos outros porque andamos por vezes cansados de nós mesmos.
A solidão é boa companheira, e pelo menos nunca nos trai.
Belo texto, num certo tom confessional...:-)
xx
Você, como sempre, certíssima.
ExcluirObrigado pelo carinho de sempre Laura.
Beijos!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirIsso é um estado de solitude. A solidão amiga, quando nos bastamos, somos a melhor companhia, nos amamos. Interessante, coincidentemente, postei um texto parecido essa semana.
ResponderExcluirSim, eu também entendo dessa forma, como no texto, nos bastamos, nos amamos e estamos bem, sem aquela ideia de tristeza e dor, de forma alguma, na solidão também crescemos. Interessante, o lerei.
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