quarta-feira, 11 de junho de 2014

Que Mário?



Necessito de um ser, um ser humano
Que me envolva de ser
Contra o não ser universal, arcano
Impossível de ler

À luz da lua que ressarce o dano
Cruel de adormecer
A sós, à noite, ao pé do desumano
Desejo de morrer.

Necessito de um ser, de seu abraço
Escuro e palpitante
Necessito de um ser dormente e lasso

Contra meu ser arfante:
Necessito de um ser sendo ao meu lado
Um ser profundo e aberto, um ser amado.

                                                                  Mário Faustino




4 comentários:

  1. Poema bonito.
    Até mais. http://realidadecaotica.blogspot.com.br/

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  2. Versos adoráveis. Adorei desde o primeiro até o último :)

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  3. Que Mário, pergunto eu...! :-)
    Esse Mário escreve muito bem!
    Todo o grande desejo se aproxima nas suas margens a um certo tipo de morte.
    Só renascemos morrendo de vez em quando :-)
    xx

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