terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Confetes


Confetes. Danço no meu próprio ritmo. Nas ruas ou no quarto. Debaixo da chuva ou das cobertas. Estado de espírito inconstante. Indomável. Antes um chato em casa: controle remoto nas mãos, o livro do Tolkien que nunca tirei da estante, os versos de marchinhas machistas ao longe. Hoje as minas não se calam. Oxalá. Se ensaio meus passos nas ruas: envesgo. Antes um inquieto na rua. O dedo na ponta do nariz, a face iridescente em purpurina multicolorida. Acontece que não sei o que quero. Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é? Sou: Os meus pés sambam estranho, me lançam pra trás, mas meu coração é comissão de frente, mesmo indeciso, me leva aonde quer.   

Um comentário:

  1. E este é o carnaval que existe dentro de todos nós, mesmo quando não aceitamos ou não NOS aceitamos.

    Nós vivemos pulando de galho em galho, sempre torcendo pro do vizinho cair, mas nunca obedecendo aos nossos instintos...

    Será que somos?

    ResponderExcluir