As mais
belas canções eu te dedico. Preencho o vazio com teu nome. Eu o tatuo em nuvens. Mentalmente. Se pela noite meu coração aperta, eu sei bem, ah, sei bem...
São as
pequenas coisas, as palavras que surgem do conforto nas horas nuas. Despidas
pela tua presença. Aquela vontade tola de dizer o quanto...
Hoje faz
dois meses, certo? Dois. Número tão pequenino tão significativo. Dois. Sem
aquele papo furado de metades de laranja e músicas de elevador. Há diferenças, os espaços, as lacunas, os templos. Sol e lua. Dois.
Eu e você. E sobre os dois, estrelas.
Ainda não entendo a matemática complicada dos sentimentos. Aritmética. Provavelmente nunca entenderei essa disciplina que me fez pedir por boas notas toda manhã enquanto estava no colégio. Eles brotam dos poros da minha pele. Derme. Estouram no ar como bolhas de sabão. Puf. Acendem no escuro como vaga-lumes. Plim. E eu sei bem, tão bem quanto somos dois que eu o...
Chamá-lo de amor. O meu amor. Não temo a palavra, eu não a domino não a ponho rédeas. Eu a vivo. Dos detalhes ínfimos da tua Iris de um castanho profundo. Do toque. Do amor que chamo de carinho, fraternidade, de amizade, paixão, desejo e algo a mais. Eu sinto sem empolgação sem valor estético. Só o sinto.
Amor. Mas ainda é segredo. Que eu só sussurro no teu ouvido quando dormimos de conchinha.
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Que meigo, Nato. "Tudo bem simples, tudo natural".
ResponderExcluirMuito obrigado Fábio!
ExcluirA aritmética do 1+1 é simples e fácil, mas a verdadeira matemática dos sentimentos nunca será para entender, mas apenas sentir. E estar apaixonado é tão bonito que até parece que sabemos tudo, porque tudo é claridade, e a verdade é que sabemos mesmo.
ResponderExcluirBendito o amor que tem a sua dose de segredo, embora por vezes o queiramos bradar aos quatro ventos. Viver os sentimentos dentro de nós e dormir de conchinha é a grande maravilha da geometria do amor.
Muito bonito, e honesto, Nato!
xx
Sempre lindas as tuas conclusões sobre os meus textos. Obrigado pelo carinho de sempre Laura.
ExcluirBeijos!