Então virás,
trovão e fúria sobre meu corpo. E eu seria oceano, revirando-me na superfície,
em volúpia e ondas obscuras, procurando-me em mim mesmo; devorando-me como um bicho
disforme. Agonia e impaciência, tal qual um insone a revirar-se sobre os lençóis,
ocultando a face no travesseiro, sujando-o de bocejos e suor a esperar... esperar
algo que só virá, silencioso e natural, depois do cansaço... depois de vencido.
Eis que tu me vencerás, deslizando sobre meu dorso, herói sem reconhecimentos
se não a da tua própria vaidade e dos da tua espécie. Dirás: Fui vencido e agora
venci! Suspirarás observando o horizonte, estrelas indicando o caminho, poderei
navegar em busca de tesouros. Netuno. Serei um deus esquecido como tantos
outros que se perderam em dialetos extintos.

ResponderExcluirOlá amigo, navegando nos blogs de amigas te encontrei e vim conhecer seu blog. Amei e estou seguindo. Convido você a conhecer os meus, se gostar seguir, será bem-vindo. Abraços, um domingo abençoado.
Profª Lourdes Duarte
Deixo os lingues dos meus blogs para quem desejar conhece-los e seguir. Ficarei grata!
https://professoralourdesduarte.blogspot.com.br/
http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com.br/